Publicado por Folha de Londrina
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Uso de salto alto e sapatos de bico fino acentua a joanete

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Quem convive
com a famosa joanete sabe
bem o quanto ela é capaz de
atrapalhar a vida de uma pes-
soa. As mulheres são as que
mais sofrem com o problema.
A cada dez casos, apenas um é
registrado em homens. A ex-
plicação para a estatística “fa-
vorável” a elas está no uso de
sapatos de bicos finos e saltos
altos, que são os grandes vi-
lões e ajudam a formar e acen-
tuar o problema.
A joanete geralmente
aparece na fase adulta, entre
os 20 e 30 anos, mas também
pode surgir precocemente,
na fase da adolescência.
“Normalmente o paciente
que tem a joanete já nasce
com uma predisposição
genética e o problema se
agrava com o uso de sapatos
inadequados”, explica o orto-
pedista Marco Makoto, do In-
stituto de Videoartroscopia,
Ortopedia e Traumatologia
(Ivot), de Londrina.
O hálux valgo, como é cien-
tificamente denominado, é o
desvio dos ossos e o afrouxa-
mento das estruturas ao redor
e na base da articulação do
dedão do pé. O dedão pode
desviar na direção do segundo
dedo e a articulação pode ficar
inchada e sensível. A dis-
tribuição de peso irregular na
planta no pé também ocasio-
na dores, chamadas metatar-
salgias, e calosidades na região
anterior do pé podem surgir. A
pressão local sobre a joanete
pode formar as bursites - uma
bolsa inflamada cheia de
líquido - que na grande maio-
ria das vezes causa dor e ver-
melhidão local.
Nos casos mais leves, a melhor solução é escolher mode-
los de sapatos confortáveis,
que tenham a parte da frente
larga e saltos que não que ul-
trapassem quatro centímetros
de altura. Protetores de sili-
cone e os afastadores são pali-
ativos, que ajudam a aliviar a
dor e diminuir a pressão no lo-
cal. O tratamento é vital também para evitar que surjam
novos sintomas consequentes
à joanete. Segundo o ortopedista, o tratamento pode ser
feito com medicamentos, mas
em casos mais avançados, só é
possível corrigir a deformidade com a cirurgia. “Por isso,
o ideal é prevenir para evitar
que o problema apareça”, aler-
ta Makoto.
Em decorrência do aumen-
to do número de casos, o pro-
cedimento cirúrgico evoluiu
bastante ao longo dos últimos
anos. As técnicas têm alto
índice de eficácia e a recuper-
ação dispensa o uso de imobi-
lizações, facilitando a reabili-
tação pós-operatória. “Existem inúmeras técnicas e cada uma possui indicação es-
pecífica para cada tipo de de-
formidade” esclarece o orto-
pedista. “Antigamente, o trata-
mento cirúrgico do hálux val-
go possuía uma imagem ruim,
devido ao alto índice recidiva
da deformidade. Mas desde
que a técnica correta seja em-
pregada e as recomendações
pós-operatórias sejam seguidas, não há riscos que a defor-
midade volte”, assegura.
Entre os vários tipos de ciru-
rgias, o mais comum é a os-
teotomia, na qual é feito um
corte no osso para realinhar
sua angulação no pé. Para fix-
ar, podem ser usados mi-
croparafusos que, em geral,
não precisam ser retirados
posteriormente. A duração
média do procedimento é de
uma hora.
Ainda assim, Marco Makoto
ressalta que mesmo com estas
vantagens, a cirurgia só é re-
comendada para pacientes
que sentem dor e desconforto.
Se as motivações forem so-
mente estéticas, por mais que
elas sejam incômodas para as
mulheres, o procedimento
não é indicado.

Quem convive com a famosa joanete sabe bem o quanto ela é capaz de atrapalhar a vida de uma pessoa. As mulheres são as que
mais sofrem com o problema. A cada dez casos, apenas um é registrado em homens. A explicação para a estatística “favorável” a elas está no uso de sapatos de bicos finos e saltos altos, que são os grandes vilões e ajudam a formar e acentuar o problema.

A joanete geralmente aparece na fase adulta, entreos 20 e 30 anos, mas também pode surgir precocemente, na fase da adolescência.“Normalmente o paciente que tem a joanete já nasce com uma predisposição genética e o problema se agrava com o uso de sapatos inadequados”, explica o ortopedista Marco Makoto, do Instituto de Videoartroscopia, Ortopedia e Traumatologia (IVOT), de Londrina.

O hálux valgo, como é cientificamente denominado, é o desvio dos ossos e o afrouxamento das estruturas ao redor e na base da articulação do dedão do pé. O dedão pode desviar na direção do segundo dedo e a articulação pode ficar inchada e sensível. A distribuição de peso irregular na planta no pé também ocasio na dores, chamadas metatarsalgias, e calosidades na região anterior do pé podem surgir. A pressão local sobre a joanete pode formar as bursites - uma bolsa inflamada cheia de líquido - que na grande maioria das vezes causa dor e vermelhidão local.

Nos casos mais leves, a melhor solução é escolher modelos de sapatos confortáveis, que tenham a parte da frente larga e saltos que não que ultrapassem quatro centímetros de altura. Protetores de silicone e os afastadores são paliativos, que ajudam a aliviar a dor e diminuir a pressão no local. O tratamento é vital também para evitar que surjam novos sintomas consequentes à joanete. Segundo o ortopedista, o tratamento pode ser feito com medicamentos, mas em casos mais avançados, só é possível corrigir a deformidade com a cirurgia. “Por isso, o ideal é prevenir para evitar que o problema apareça”, alerta Makoto.

Em decorrência do aumento do número de casos, o procedimento cirúrgico evoluiu bastante ao longo dos últimos anos. As técnicas têm alto
índice de eficácia e a recuperação dispensa o uso de imobilizações, facilitando a reabilitação pós-operatória. “Existem inúmeras técnicas e cada uma possui indicação específica para cada tipo de deformidade” esclarece o ortopedista. “Antigamente, o tratamento cirúrgico do hálux valgo possuía uma imagem ruim, devido ao alto índice recidiva da deformidade. Mas desde que a técnica correta seja empregada e as recomendações pós-operatórias sejam seguidas, não há riscos que a deformidade volte”, assegura.

Entre os vários tipos de cirurgias, o mais comum é a osteotomia, na qual é feito um corte no osso para realinhar sua angulação no pé. Para fixar, podem ser usados microparafusos que, em geral, não precisam ser retirados posteriormente. A duração média do procedimento é deu ma hora.

Ainda assim, Marco Makoto ressalta que mesmo com estas vantagens, a cirurgia só é recomendada para pacientes que sentem dor e desconforto. Se as motivações forem somente estéticas, por mais que elas sejam incômodas para as mulheres, o procedimento não é indicado.

Autor

Dr Marco Makoto Inagaki

Dr Marco Makoto Inagaki

Ortopedista e Traumatologista, Ortopedista

Especialização em Ortopedia e Traumatologia no(a) Hospital das Clinicas - USP.